Um blog designa-se de milhões de viagens e objectos, para mim aconteceu como uma fase da vida em que mais tiramos fotografias aos nossos pés e nos questiona-mos sobre o sentido e fervôr das emoções que nos invadem. Somos todos guerreiros numa viagem, e felizmente algumas das guerras chegam ao fim. Vejo isto como quem observa silenciosamente uma casa abandonada: a tinta gasta e os vidros partidos trazem memórias calorosas.Uma casa que fica aberta para os descobridores e para os mais curiosos aventureiros. Au revoir !
Escrever aqui não tem sido uma necessidade, acontece com o tempo, vou limitar este espaço a qualquer coisa simples, devaneios parasitas ou não parasitas, rápidas cartas de amor ou despedidas. A presença não se mostra todos os dias, constrói-se em cada segundo ou minuto que inevitavelmente corre. En garde!
Os meus dedos andam a órbitar em torno de uma simples ideia: uma curta-metragem em stop motiom. No entanto, tenho a noção que quase todas as minhas ideias ficam num sufocante “forever stand-by”. Mas isto não é grave.
O tempero sentimental de uma qualquer ideia raramente se perde, mantêm-se ao rubro de quando em vez. Criar obriga-nos a conhecer determinados lugares da imaginação, fantásticos ou miseráveis.
Shake your hair girl with your ponytail. Takes me right back (when you were young)Throw your precious gifts into the air. Watch them fall down (when you were young)Lift up your feet and put them on the ground. You used to walk upon (when you were young)
Hoje surgiu algures esta, como um recado escrito por alguém secreto: “não toques na bicicleta se não tens pedalada”. Primeiro, claro, aplaudi a ideia e senti-me totalmente culpado pela misteriosa vida que tenho levado até aos dias de hoje: numa ansiedade constante por sentimentos e emoções que explodem aos poucos com o acontecer de lugares e corações estranhos. O desafio é, para além de mágico e misterioso, uma coisa que me faz sentir pequeno e incapaz de voar contra a velocidade vertiginosa da vida, o que tornava as quedas e desilusões dolorosas e na sua totalidade estranhamente desanimadoras. Porque aí, todo o sentimento desaparece aos poucos corroído pela fraqueza das nossas emoções, acabamos por entrar num ciclo de acontecimentos pouco brilhante – leia-se assustador – onde a fantasia dos sorrisos já não é um acontecimento alcançável, mas sim uma tristeza eternamente fácil de viver e impossível de negar. No fim coloquei de parte todo esse sentimento anti-guerreiro. Eu penso que a maior parte das cabeças são uma coisa que desiste. Não pode.



